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Inseminação artificial ou brincando de ser Deus??? PDF Imprimir E-mail
Blog Luciano Casanova

O primeiro banco de sêmen no mundo foi fundado nos Estados Unidos em 1953.  Já em 1960, o biólogo norte-americano Gregory Goodwin Pincus, desenvolveu a pílula anticoncepcional, dando assim um poderoso aliado às mulheres em plena revolução sexual. 

 

Num mundo em que as mulheres estão conquistando cada vez mais merecidos espaços, quero me reservar o direito de redigir sobre um tema que vem alcançando cada vez mais adeptas no mundo todo, sobretudo nos países mais desenvolvidos.    

 

A inseminação artificial, àquela em que o sêmen é aproximado do óvulo a fim de proporcionar sua fertilização de forma não convencional. Tudo é feito sem a necessidade de relação sexual, com sêmen doado por anônimos.

 

Polêmicas a parte, não entrarei no mérito religioso da questão, mas sim no fato de hoje ser possível para uma mulher de 30, 40, 50, e até 60 anos, sem parceiro ser inseminada artificialmente através da aquisição do sêmen em um banco especializado nesse ramo da medicina. 

 

Ai, eu me pergunto. O que passará na cabeça de uma criança quando lá pelas tantas, em sua fase de questionamentos, começar a indagar sua mãe, sobre seu pai!!! E quando ela exigir conhecer o pai!!! O que dizer? Como convencer uma criança em meio a tantos outros coleguinhas vendo seus pais indo e vindo com suas famílias bem compostas.  

 

Dizer que seu pai teoricamente não existe!!! Que sua geração foi fruto da compra de sêmen!!! Que sua vinda ao mundo foi um projeto solo de sua mãe!!! O mais assustador é que no futuro próximo até as características no DNA da criança poderão ser alterados a pedido da mãe.

 

Nada contra um casal fazer sua escolha quando enfrentados todas as possibilidades naturais, sem sucesso, na tentativa de engravidar.

 

Mas uma pessoa solteira fazer uso desse meio para gerar uma criança com o pretexto de preservar sua independência, é o mesmo que querer brincar de ser Deus. Decidir colocar um sêmem na barriga e achar que tudo se resume em nove meses de gestação, a meu ver é uma inconseqüência.

 

 Tudo tem seu preço na vida, devemos lembrar que um filho não é um troféu a ser exibido de forma às vezes até soberba. É uma responsabilidade que não é só física, é espiritual e intelectual.

 

Uma mãe conhecendo bem o pai já está arriscada a ter uma criança rebelde pela evolução natural em que nos encontramos, agora imaginem, gerar uma criança que será uma verdadeira incógnita.   Incógnita do ponto de vista, que pode vir a custar muito caro para aquelas mulheres que acham que podem brincar de ser mãe.

 

Com certeza, as caras leitoras vão interpretar das mais variadas maneiras este texto, mas o fato é que, por pior que seja um pai, não temos o direito de tirar das crianças à dádiva de terem sido geradas numa relação amorosa (salvo exceções), onde dois corpos cultuaram a magia do amor.

 

Texto - Luciano Casanova

SC 02701 JP

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